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Estrela do atletismo, Maria Zeferina Baldaia, corre a São Silvestre pela última vez antes de se aposentar

A estrela do atletismo estará na Corrida de São Silvestre, encerrando sua carreira profissional, neste ano completa 50 anos de idade; as cenas da última corrida serão usadas pelos produtores do documentário “Zeferina”, da Grattitude Filmes, com estreia prevista para 2024.


Maria Zeferina e Valderlei Cordeiro durante a gravação do documentário “Zeferina”. Crédito: divulgação/Grattitude Filmes.


A maratonista Maria Zeferina Baldaia deixa o atletismo profissional neste ano em que completa seu 50º aniversário. Baldaia é vencedora de provas importantes como a Corrida de São Silvestre; a Volta Internacional da Pampulha; Corrida de Reis, onde foi recordista da prova; Meia Maratona do Rio de Janeiro e Maratona Internacional de São Paulo.


A atleta encerra sua trajetória com as maratonas e terá sua história de luta e conquistas contada em um documentário previsto para ser lançado em 2024, em homenagem a sua dedicação e exemplo ao esporte brasileiro e que tem a missão de eternizar o legado da corredora, não só no esporte, mas principalmente para toda a sociedade. 


Baldaia já havia anunciado a aposentaria na Volta da Pampulha desse ano e afirmou que a São Silvestre marca a sua última corrida profissionalmente, se mudou com a família para o interior de São Paulo, vinda do Estado de Minas Gerais, para trabalhar no corte da cana e foi onde descobriu sua paixão pelo atletismo. 


A atleta, que tem no currículo o cinturão de ouro das principais provas de rua do Brasil, e garantiu recorde em algumas, faz questão encerrar sua participação profissional no esporte em uma prova muito especial -Corrida de São Silvestre, no dia 31 de dezembro. 


Maria Zeferina afirma que a intenção não é exatamente vencer a prova, mas os próprios limites impostos pela idade. Apesar dos 50 anos, a atleta treina todos os dias em dois períodos e mais de duas décadas depois, ela mantém o mesmo peso de 2001, quando venceu as provas.


 "Mesmo agora com 50 anos, não me sinto velha. Não tenho lesões e nem limitações, por isso consigo manter a rotina de treinos. É uma pena que o tempo passe e chegue essa hora de parar, mas é apenas uma escolha pessoal de não competir mais profissionalmente”, afirma a atleta.


Filme “Zeferina”


A fita em criação, reconstrói nas telas a vida da menina pobre, humilde em suas origens, que começou a correr ao acaso, motivada pela sensação de liberdade e desejo de mudança. “O que aquela menina não sabia é que os pés descalços no meio dos canaviais estavam começando a trilhar uma história de sucesso, num caminho sem volta. De babá, gari, empregada doméstica e até cortadora de cana, ao lugar mais alto do pódio do atletismo brasileiro. O cronograma para essa etapa do projeto se encerra em dezembro, quando ela fará sua última São Silvestre, prova que venceu em 2001, desbancando as principais corredoras do mundo. Em 2023 começam as etapas de montagem e finalização, com a produção de trilha sonora própria. 



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