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Anvisa alerta para riscos no uso de canetas emagrecedoras sem prescrição médica

 

Crédito: Cristian Camilo/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta segunda-feira (9) um alerta sobre o uso de canetas para tratamento de obesidade e diabetes sem acompanhamento médico e fora das indicações aprovadas em bula.

O comunicado destaca o aumento recente de notificações de pancreatite associada ao uso de medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro.

Segundo dados divulgados, o Brasil investiga seis mortes por pancreatite possivelmente relacionadas ao uso dessas medicações, além de mais de 200 notificações de problemas no pâncreas registradas no sistema Vigimed. Os casos ainda são considerados suspeitos e dependem de análise técnica, que pode levar meses ou anos.

O alerta da agência abrange todos os medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, substâncias presentes nas chamadas “canetas emagrecedoras” registradas no país.

Aumento de casos e alerta internacional

O tema ganhou atenção após alerta emitido no Reino Unido pela agência reguladora local, que apontou 19 mortes associadas ao uso desses medicamentos. Embora a pancreatite já conste como reação adversa nas bulas brasileiras, a Anvisa afirma que houve crescimento nas notificações recentes.

A agência reforça que os medicamentos devem ser usados exclusivamente nas indicações aprovadas, com prescrição e acompanhamento de profissional habilitado.

O que é pancreatite

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios como a insulina. Em casos graves, pode provocar dor intensa, falência de órgãos e até morte.

Entre os sintomas estão:

  • dor abdominal intensa;
  • náuseas e vômitos;
  • febre;
  • agravamento do estado geral.

A Anvisa orienta que o tratamento seja interrompido imediatamente em caso de suspeita da doença e não seja retomado se o diagnóstico for confirmado.

Uso fora da bula é contraindicado

Atualmente, a maioria das canetas é aprovada apenas para tratamento da obesidade e do diabetes. Há exceções específicas, como a semaglutida para redução de risco cardiovascular e a tirzepatida para tratamento de apneia do sono.

Qualquer uso fora dessas indicações é considerado contraindicado pela agência, principalmente quando voltado para emagrecimento estético ou uso recreativo, sem indicação clínica.