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Nova lei regulamenta venda de remédios em supermercados

Crédito: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados em todo o país. A proposta já havia sido aprovada pelo Congresso Nacional.

O texto estabelece que a comercialização deverá seguir normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, incluindo a organização adequada do espaço de venda e a garantia de segurança ao consumidor.

Regras exigem separação e presença de farmacêutico

De acordo com a nova legislação:

  • os medicamentos deverão ser vendidos em área separada dos demais produtos;
  • será obrigatória a presença de farmacêutico durante todo o funcionamento;
  • os estabelecimentos deverão cumprir integralmente as normas sanitárias vigentes.

Os medicamentos de uso controlado continuarão sujeitos a restrições específicas e não terão venda liberada de forma ampla.

Proposta dividiu opiniões no Congresso

Durante a tramitação, o projeto gerou debate entre parlamentares.

Defensores da medida argumentaram que a iniciativa pode:

  • aumentar a concorrência;
  • ampliar o acesso da população;
  • contribuir para a redução de preços.

Por outro lado, críticos apontaram o risco de incentivo à automedicação.

Setor supermercadista defende impacto positivo

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi, afirmou que a medida pode trazer benefícios ao consumidor.

Segundo ele, a venda em supermercados — tema discutido há décadas — tende a ampliar a concorrência e facilitar o acesso, especialmente pelo horário estendido desses estabelecimentos.

Contexto da medida

A nova lei não elimina a necessidade de controle sanitário nem altera regras já existentes para medicamentos que exigem prescrição médica.

A expectativa é que a regulamentação traga maior capilaridade na oferta, mantendo a supervisão técnica exigida pela legislação.