Levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam uma aceleração no preço da gasolina nas bombas, mesmo sem reajuste recente por parte da Petrobras.
Na semana encerrada em 28 de fevereiro, o combustível era vendido a R$ 6,28 por litro. Desde então, os preços passaram a subir:
- R$ 6,30 em 7 de março (+0,32%);
- R$ 6,46 na semana seguinte (+2,54%);
- R$ 6,65 em 21 de março (+2,94%).
No período, a alta acumulada chega a cerca de 5,9%.
Movimento ocorre sem novo reajuste oficial
O último ajuste da Petrobras para a gasolina ocorreu em janeiro, com redução de 5,2%. Desde então, não houve novo aumento nas refinarias.
Apesar disso, os preços ao consumidor seguem em alta, refletindo fatores como:
- valorização do petróleo no mercado internacional;
- tensões geopolíticas envolvendo o Irã;
- dinâmica de preços ao longo da cadeia de distribuição.
Formação de preços não depende apenas da Petrobras
Especialistas apontam que a Petrobras já não determina sozinha o preço final dos combustíveis.
Com a abertura do mercado:
- parte das refinarias está sob controle privado;
- a distribuição também é feita por diferentes empresas;
- postos têm autonomia na definição de margens.
Esse cenário permite variações nos preços mesmo sem mudanças diretas nas refinarias.
Impacto na inflação deve aparecer em março
Economistas avaliam que o impacto imediato da alta pode ser limitado no IPCA-15, devido ao período de coleta do índice.
No entanto, a tendência é de maior pressão no índice cheio de março:
- projeções indicam alta entre 2,8% e 3,5% na gasolina;
- impacto estimado de até 0,25 ponto percentual no IPCA.
Outros fatores também influenciam preço
Além do petróleo, especialistas destacam outros elementos que afetam o valor da gasolina:
- mistura obrigatória com etanol;
- variação nas margens de revenda;
- comportamento do mercado interno.
Segundo analistas, esses fatores dificultam atribuir a alta exclusivamente ao cenário internacional.
