Hot Widget

Pesquise aqui

Ads

Suzana Leme evidencia o papel da gestão e da inovação no empreendedorismo educacional

 Por Rosângela Cafasso

 

Diretora do Colégio Âncora, Suzana Leme, participa da série “Vozes Empreendedoras” e compartilha experiências sobre gestão, inovação e os desafios do setor educacional. Crédito: BTW Guarulhos

A diretora do Colégio Âncora, Suzana Leme, é uma das entrevistadas da série Vozes Empreendedoras, do BTW Guarulhos. A iniciativa tem como proposta dar visibilidade a histórias reais de quem empreende na cidade, reunindo trajetórias, desafios e diferentes visões sobre o universo empreendedor.

À frente da gestão escolar, Suzana representa um perfil que une sensibilidade educacional e visão estratégica, mostrando que empreender na educação exige mais do que vocação: requer planejamento, inovação e constante adaptação. 

Uma trajetória marcada pelo contato com pessoas

A conexão com a educação surgiu de forma natural. Antes de atuar diretamente na área, Suzana iniciou sua trajetória na saúde, mas foi no ambiente educacional que encontrou propósito.

“Sempre gostei de lidar com pessoas, ouvir, compreender diferentes pontos de vista. Quando você entra na educação, é difícil sair”, afirma.

O empreendedorismo não estava nos planos iniciais, mas se tornou parte do caminho ao assumir responsabilidades na gestão escolar. A partir desse momento, veio também a necessidade de desenvolver uma visão mais ampla do negócio. 

Educação e gestão: dois pilares inseparáveis

Ao assumir a direção, Suzana passou a enxergar a escola também como uma empresa, que exige organização, estratégia e tomada de decisões.

“Além da parte pedagógica, existe toda uma estrutura empresarial. Trabalhamos com pessoas, mas precisamos ter esse olhar de gestão”, explica.

Para ela, o desafio está justamente em equilibrar esses dois universos, mantendo a qualidade do ensino sem perder a sustentabilidade do negócio. 

Inovação como diferencial no ensino

Buscando se destacar em um cenário competitivo, Suzana aposta na inovação como ferramenta de transformação. Para isso, investe em pesquisa, troca de experiências e adaptação de ideias à realidade local.

“Procuro o que ainda não tem na cidade. Busco referências em outras regiões, converso com diretores e trago ideias que possam fazer sentido dentro da nossa realidade”, destaca.

Entre os projetos desenvolvidos, está a troca de cartas em inglês com alunos de uma escola na Flórida. A iniciativa resgata a escrita manual e, ao mesmo tempo, promove o desenvolvimento do idioma de forma prática e significativa.

“Eles escrevem, enviam, aguardam a resposta e depois fazem a conexão virtual. É um processo que trabalha não só o inglês, mas também a paciência e a comunicação”, explica. 

Aprender sem medo: o papel das crianças no processo

Suzana também destaca um aspecto importante do aprendizado infantil: a ausência do medo de errar.

“A criança não tem esse bloqueio. Ela fala, tenta, se arrisca. Isso facilita muito o aprendizado, diferente do adulto”, observa.

Segundo ela, esse comportamento contribui para um desenvolvimento mais natural e efetivo, especialmente no aprendizado de um novo idioma. 

Desafios de empreender na educação

Mesmo com uma visão inovadora, Suzana reconhece que empreender no setor educacional exige cautela e planejamento, especialmente no aspecto financeiro.

“Tenho muitas ideias, mas tudo precisa ser organizado. O financeiro muitas vezes nos faz ajustar o ritmo, mas não dá para parar”, afirma.

Ela reforça que o empreendedorismo exige movimento constante. “Quem fica parado, fica para trás. É preciso estar sempre atento e um passo à frente”, completa. 

Persistência como essência do empreendedorismo

Ao final, Suzana deixa uma mensagem para quem deseja empreender na área da educação: persistência é fundamental.

“Desistir não é opção. Você pode errar, recomeçar, ajustar o caminho, mas o sentimento de missão cumprida faz tudo valer a pena”, destaca. 

A participação de Suzana Leme na série Vozes Empreendedoras reforça o papel da educação como espaço de inovação e transformação, mostrando que empreender também é criar possibilidades de ensinar, aprender e impactar vidas.