Homem de 31 anos, morador da capital, estava vacinado e não precisou de internação
A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (18), o primeiro caso de sarampo registrado em 2025. A vítima é um homem de 31 anos, morador da cidade de São Paulo, que já estava vacinado contra a doença, não precisou ser internado e encontra-se totalmente recuperado.
Apesar de residir na capital, o paciente teria contraído o vírus durante uma viagem à cidade de Jacarezinho, no Paraná, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Ele começou a apresentar sintomas no dia 2 de abril, como febre alta, manchas vermelhas no corpo e tosse. Até o momento, não foram identificados outros casos relacionados.
Por que o caso preocupa?
O último registro de sarampo autóctone (transmitido dentro da própria cidade) no estado ocorreu em 2022, o que reforça o alerta para a vigilância e importância da vacinação preventiva.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via aérea (ao tossir, espirrar ou falar). Uma pessoa infectada pode contaminar até 90% das pessoas ao seu redor que não estiverem imunizadas.
Onde tomar a vacina contra o sarampo em São Paulo?
A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital paulista:
- Dias úteis: das 7h às 19h
- Sábados e feriados: nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário
A imunização é recomendada especialmente para crianças, jovens adultos e pessoas que não têm certeza se estão com o esquema vacinal completo.
Entenda os sintomas do sarampo
Os principais sinais da doença incluem:
- Febre alta (acima de 38,5°C)
- Manchas vermelhas pelo corpo, que começam atrás das orelhas
- Tosse persistente
- Conjuntivite
- Coriza
- Mal-estar intenso
- Manchas brancas na parte interna da bochecha (manchas de Koplik)
Em casos graves, o sarampo pode evoluir para pneumonia, diarreia severa, encefalite (inflamação no cérebro), cegueira e até morte.
Histórico da doença no Brasil
O Brasil foi considerado livre do sarampo em 2016, mas perdeu essa certificação em 2019, após registrar mais de 21 mil casos da doença, impulsionados pela queda na cobertura vacinal e pelo fluxo migratório.
Em 2022, o país registrou o último caso endêmico da doença, no Amapá. Após esforços de vacinação e contenção, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) voltou a reconhecer o Brasil como livre da circulação do vírus em 2024.